Na manhã de hoje li uma reportagem realmente preocupante. Uma comissão de juristas está elaborando uma proposta para modificar o código penal em relação ao aborto, esses “especialistas” querem ampliar as possibilidades da prática abortiva.
É sabido que o aborto causa traumas em qualquer situação, mesmo nos casos em que a mulher for estuprada e quando corre risco de vida. Creio que são ocasiões onde o aborto é explicável, mas as situações novas são preocupantes, principalmente aquelas onde o bebe é diagnosticado com deficiências físicas. Basicamente estão dizendo que os pais podem não querer uma criança com limitações físicas, apenas os saudáveis, os “normais”, isso é uma BARBARIDADE sem tamanho, afinal de contas, que pais são esses que abrem mão dos filhos por estes terem deficiências? O amor dos pais não deveria ser incondicional? Será que somente os fetos “perfeitos” têm direito a nascer? Para esses juristas pais são quem fazem e não quem cria, penso que as pessoas que têm a ideia de desistir da criança por esta ter alguma deficiência, mesmo que seja algo grave, deveria desistir da “profissão” de ser pai ou mãe, a humanidade precisa de mais pais competentes para deixar bons filhos para o mundo... “Será que não se fazem mais pais como antigamente?”
Um blog com interesses voltados para a educação e a vida política e social do Brasil.Deixo claro que aqui serão postados textos contendo opiniões pessoais do autor e possíveis colaboradores sobre educação, política e sociedade no país.
sábado, 10 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
Tentando entender...
Quando ministro Tarso era a favor do piso, vale lembrar que isso deu um baita crédito com o magistério. Agora ele é governador do estado, não esqueçamos que com o apoio de grande parte dos professores, afinal de contas, alguém que “cria” um piso salarial para a categoria sugere que se preocupa com a educação e com os profissionais da área, ao menos parece.
O ex-ministro assume o executivo gaúcho e, seguindo a tradição política brasileira, o discurso muda, agora faltam verbas e o reajuste do Fundeb não é conveniente para o estado. Onde já se viu professor receber um salário digno? Só pode ser brincadeira né? Aqui é Brasil e educação não é prioridade. O CPERS tenta organizar greves, mas infelizmente os professores cidadãos são poucos, sobra recorrer à justiça.
Há dois dias o Ministério Público deu ganho de causa ao sindicato, afirmando que a lei deve ser cumprida, o partido que foi oposição ferrenha durante décadas e diz-se dos trabalhadores, acho que os trabalhadores em educação não são levados em conta nesse nome, irá recorrer da decisão judicial, pois o índice de reajuste do Fundeb está fora da realidade do estado, professor tem receber reajuste de acordo com a inflação, assim continuarão na penúria e isso contribuirá para a discutível qualidade da educação na rede pública estadual. O mais curioso de tudo isso é que nem todas as categorias tem o reajuste salarial de acordo com a inflação, alguns meses atrás funcionários da secretária da fazenda receberam reajuste de mais de 40%, inúmeras vezes os deputados recebem reajustes altíssimos, por que essas classes não recebem seu aumento salarial de acordo com a inflação?Hã? Será que existe uma resposta decente para tal questão?
O ex-ministro assume o executivo gaúcho e, seguindo a tradição política brasileira, o discurso muda, agora faltam verbas e o reajuste do Fundeb não é conveniente para o estado. Onde já se viu professor receber um salário digno? Só pode ser brincadeira né? Aqui é Brasil e educação não é prioridade. O CPERS tenta organizar greves, mas infelizmente os professores cidadãos são poucos, sobra recorrer à justiça.
Há dois dias o Ministério Público deu ganho de causa ao sindicato, afirmando que a lei deve ser cumprida, o partido que foi oposição ferrenha durante décadas e diz-se dos trabalhadores, acho que os trabalhadores em educação não são levados em conta nesse nome, irá recorrer da decisão judicial, pois o índice de reajuste do Fundeb está fora da realidade do estado, professor tem receber reajuste de acordo com a inflação, assim continuarão na penúria e isso contribuirá para a discutível qualidade da educação na rede pública estadual. O mais curioso de tudo isso é que nem todas as categorias tem o reajuste salarial de acordo com a inflação, alguns meses atrás funcionários da secretária da fazenda receberam reajuste de mais de 40%, inúmeras vezes os deputados recebem reajustes altíssimos, por que essas classes não recebem seu aumento salarial de acordo com a inflação?Hã? Será que existe uma resposta decente para tal questão?
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Greve não deve dar trabalho!
Uma vergonhosa situação de greve está ocorrendo no Rio Grande do Sul. Uma pequena parte dos professores assumiu a paralização em protesto aos rumos que a educação está tomando no estado.
O CPERS organizou uma assembleia para votar em favor ou contra a paralização faltando um mês para o encerramento do ano letivo. A maioria dos presentes, incluindo este que aqui escreve, optou pela paralização das atividades, fato que gerou descontentamento de grande parte da sociedade e do magistério. A mídia posicionou-se ao lado do governo não demonstrando, em momento algum, o mínimo de imparcialidade e de busca pelos reais motivos da greve, colocando a sociedade contra o movimento. O problema não é a população ser contra a greve, mas sim o fato de eles não saberem por que são contra, assim como a grande parte dos docentes que a ela não aderiram, pois ninguém é obrigado a concordar com essa manifestação, mas deveriam saber ao menos o que está acontecendo. A mídia tendenciosa está fazendo sua parte nesta ação vergonhosa anti-greve, mas o povo e os docentes têm o dever de buscar informações e questionar as que lhes são disponibilizadas e não simplesmente demonstrar insatisfação pelos efeitos de uma efetiva paralização das aulas. Pessoas que apenas preocupam-se com suas férias e não se interessam pela situação política em questão demonstram não ter a mínima noção do que é cidadania, dão razão e mais confiança para que os dirigentes do estado continuem os processos de perpetuação da ignorância popular, processos esses que nas atuais circunstâncias trabalham sobre o sucateamento do ensino médio, impossibilitando que os alunos que passarem pelo ensino politécnico tenha qualquer possibilidade de disputar uma vaga em uma instituição de ensino federal. Não somos ingênuos a ponto de acreditar que atual ensino é capaz de qualificá-los adequadamente, porém em algumas instituições estaduais o ensino ainda se sobressai, mas a grande questão é que a mudança pretendida pelo governo não melhora o currículo e sim coloca a última pá de terra nas esperanças de um estudante secundarista ingressar na universidade. Outra questão importante é o fato de o governo não apresentar ao menos um calendário de pagamento para o piso dos professores, mente descaradamente e o faz por conhecer a situação de descaso da grande massa em relação aos seus direitos e que relativa parcela do magistério não quer recuperar aula em janeiro para não perder nada de suas férias, o que é incrível, pois o salário miserável não é suficiente para desfrutar de todo o tempo reservado às férias.
Enfim, o “politizado” estado do Rio Grande do Sul está contra a greve para não perder suas férias, usam a desculpa de que a greve prejudica os estudantes, culpam os professores grevistas quando deveriam questionar o estado pela situação de penúria da educação estadual. Muitos professores que não aderiram à greve nem ao menos sabem por que estão fazendo isso, poucos não aderem por motivos coerentes, a maioria não adere por motivos mesquinhos e isso é visível, pois passam o ano reclamando do salário e das condições de trabalho e quando chega a hora de lutar por melhorias recuam para não perderem férias ou serem descontados pelos dias parados, ou seja, querem conseguir melhorias sem esforço algum, greve dá trabalho, então, melhor evita-la!
O CPERS organizou uma assembleia para votar em favor ou contra a paralização faltando um mês para o encerramento do ano letivo. A maioria dos presentes, incluindo este que aqui escreve, optou pela paralização das atividades, fato que gerou descontentamento de grande parte da sociedade e do magistério. A mídia posicionou-se ao lado do governo não demonstrando, em momento algum, o mínimo de imparcialidade e de busca pelos reais motivos da greve, colocando a sociedade contra o movimento. O problema não é a população ser contra a greve, mas sim o fato de eles não saberem por que são contra, assim como a grande parte dos docentes que a ela não aderiram, pois ninguém é obrigado a concordar com essa manifestação, mas deveriam saber ao menos o que está acontecendo. A mídia tendenciosa está fazendo sua parte nesta ação vergonhosa anti-greve, mas o povo e os docentes têm o dever de buscar informações e questionar as que lhes são disponibilizadas e não simplesmente demonstrar insatisfação pelos efeitos de uma efetiva paralização das aulas. Pessoas que apenas preocupam-se com suas férias e não se interessam pela situação política em questão demonstram não ter a mínima noção do que é cidadania, dão razão e mais confiança para que os dirigentes do estado continuem os processos de perpetuação da ignorância popular, processos esses que nas atuais circunstâncias trabalham sobre o sucateamento do ensino médio, impossibilitando que os alunos que passarem pelo ensino politécnico tenha qualquer possibilidade de disputar uma vaga em uma instituição de ensino federal. Não somos ingênuos a ponto de acreditar que atual ensino é capaz de qualificá-los adequadamente, porém em algumas instituições estaduais o ensino ainda se sobressai, mas a grande questão é que a mudança pretendida pelo governo não melhora o currículo e sim coloca a última pá de terra nas esperanças de um estudante secundarista ingressar na universidade. Outra questão importante é o fato de o governo não apresentar ao menos um calendário de pagamento para o piso dos professores, mente descaradamente e o faz por conhecer a situação de descaso da grande massa em relação aos seus direitos e que relativa parcela do magistério não quer recuperar aula em janeiro para não perder nada de suas férias, o que é incrível, pois o salário miserável não é suficiente para desfrutar de todo o tempo reservado às férias.
Enfim, o “politizado” estado do Rio Grande do Sul está contra a greve para não perder suas férias, usam a desculpa de que a greve prejudica os estudantes, culpam os professores grevistas quando deveriam questionar o estado pela situação de penúria da educação estadual. Muitos professores que não aderiram à greve nem ao menos sabem por que estão fazendo isso, poucos não aderem por motivos coerentes, a maioria não adere por motivos mesquinhos e isso é visível, pois passam o ano reclamando do salário e das condições de trabalho e quando chega a hora de lutar por melhorias recuam para não perderem férias ou serem descontados pelos dias parados, ou seja, querem conseguir melhorias sem esforço algum, greve dá trabalho, então, melhor evita-la!
sábado, 19 de novembro de 2011
APOIO AOS PROFESSORES JÁ!
Peço desculpas pelos erros de português que este texto apresentará, meu nervosismo e indignação são tamanhos que não estou em condições de corrigi-lo de maneira adequada, mas garanto que o conteúdo é importante.
Em assembléia ocorrida na tarde do dia 18 de novembro, o Cpers votou pela paralisação da categoria a partir daquele momento. A mídia e o governo escondem da população os reais motivos da greve, apenas apresentam a reivindicação do pagamento do piso nacional, o que é legítimo e motivo suficiente para uma paralisação, como motivo. O que está em jogo é algo muito maior que o direito ao piso, é a ação nociva e autoritária do governo do dito "partido dos trabalhadores" em relação à mudança no currículo do ensino médio estadual e aos critérios de promoção dos docentes. Negando-se ao debate, o ex-ministro da educação e responsável pela aprovação de um piso nacional dos professores mostra uma face nefasta aos educadores. O não pagamento dos direitos dos docentes, bem como a negativa ao pedido de debato sobre as mudanças na educação propostas são atitudes vergonhosas para alguém que já foi admirado por mudanças na educação do país, como o recém citado piso e o prouni.
A população não tem acesso a real situação da greve, a mídia tendenciosa apresenta mentiras descaradas ao povo gaúcho, o Cpers ocupa um espaço de vilão quando na realidade é o responsável por uma luta legítima e necessária para conter as atitudes abomináveis e nefastas do atual governo, esperamos que os estudantes unam-se à classe e busquem cada vez mais o apoio dos gaúchos, somente assim poderemos promover medidas benéficas à educação e a democracia no nosso amado Rio Grande.
Em assembléia ocorrida na tarde do dia 18 de novembro, o Cpers votou pela paralisação da categoria a partir daquele momento. A mídia e o governo escondem da população os reais motivos da greve, apenas apresentam a reivindicação do pagamento do piso nacional, o que é legítimo e motivo suficiente para uma paralisação, como motivo. O que está em jogo é algo muito maior que o direito ao piso, é a ação nociva e autoritária do governo do dito "partido dos trabalhadores" em relação à mudança no currículo do ensino médio estadual e aos critérios de promoção dos docentes. Negando-se ao debate, o ex-ministro da educação e responsável pela aprovação de um piso nacional dos professores mostra uma face nefasta aos educadores. O não pagamento dos direitos dos docentes, bem como a negativa ao pedido de debato sobre as mudanças na educação propostas são atitudes vergonhosas para alguém que já foi admirado por mudanças na educação do país, como o recém citado piso e o prouni.
A população não tem acesso a real situação da greve, a mídia tendenciosa apresenta mentiras descaradas ao povo gaúcho, o Cpers ocupa um espaço de vilão quando na realidade é o responsável por uma luta legítima e necessária para conter as atitudes abomináveis e nefastas do atual governo, esperamos que os estudantes unam-se à classe e busquem cada vez mais o apoio dos gaúchos, somente assim poderemos promover medidas benéficas à educação e a democracia no nosso amado Rio Grande.
sábado, 10 de setembro de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
É FRUSTRANTE... MAS É A REALIDADE!
Escolher um título para este texto foi bem difícil, e sinceramente, o escolhido não me agradou, porém foi o mais próximo que consegui sobre o assunto aqui tratado. Refiro-me a realidade dos estudantes que recebemos nas escolas públicas, ao menos, naquelas onde leciono.
O que estou escrevendo aqui não é muito diferente do que postei anteriormente, mas acreditem, é o mais sincero e desesperado, pois eu nunca havia sentido com tanta força a sensação de impotência e incompetência em nenhuma outra ocasião. Normalmente o grande desafio é conseguir que os alunos participem com boa vontade das atividades propostas, problema esse que consegui resolver na aula em questão com a turma de quinta série, bem, tendo feito isto, apresentei a tarefa e a turma prontamente se pôs a trabalhar, cada aluno com sua folha. Logo nos primeiros minutos fui chamado por alguns, pois não estavam entendendo o que deveria ser feito, prontamente tratei de explicar, foi então que a “casa caiu” e os fantasmas da frustração e da incompetência bateram em minha porta. Ao longo do período fui percebendo que quase metade da turma não seria capaz de resolver o exercício, pois não possuem o mínimo domínio de habilidades como leitura e escrita e estou falando de adolescentes de 13 e 14 anos que estão na quinta série do ensino fundamental. Não é a primeira vez que vejo estudantes com tais dificuldades, porém dessa vez a situação foi outra, normalmente os alunos com mais dificuldades se negam a fazer as tarefas, uma forma de autodefesa, mas dessa vez eles estavam compenetrados na atividade e por mais que explicasse não fui capaz de fazê-los compreender o que estava sendo pedido. Uma sensação de desespero foi tomando conta de mim, foi então que percebi que não tenho competência para lidar com essas dificuldades, digo isso sem medo algum, nunca fui preparado para tal realidade, embora já soubesse de antemão o que me esperava na profissão. Acredito não ser o único profissional da educação em tal situação. Lidar com alunos em semelhante situação exige um preparo diferenciado, além de uma estrutura que não dispomos isso se não considerarmos o fato de que eles não foram avaliados de maneira adequada em séries anteriores. Mas a quem recorrer? Onde buscar auxílio? A resposta é pior que o problema. Não existe a quem recorrer, trocar de profissão seria uma saída, aceitar essa realidade e fingir que não é problema meu é outra opção... Nenhuma delas serve para mim, o que me resta é seguir os passos de outros professores que passam a vida procurando uma forma de fazer um bom trabalho buscando satisfação no próprio esforço... Será este o caminho?Fica a reflexão!
O que estou escrevendo aqui não é muito diferente do que postei anteriormente, mas acreditem, é o mais sincero e desesperado, pois eu nunca havia sentido com tanta força a sensação de impotência e incompetência em nenhuma outra ocasião. Normalmente o grande desafio é conseguir que os alunos participem com boa vontade das atividades propostas, problema esse que consegui resolver na aula em questão com a turma de quinta série, bem, tendo feito isto, apresentei a tarefa e a turma prontamente se pôs a trabalhar, cada aluno com sua folha. Logo nos primeiros minutos fui chamado por alguns, pois não estavam entendendo o que deveria ser feito, prontamente tratei de explicar, foi então que a “casa caiu” e os fantasmas da frustração e da incompetência bateram em minha porta. Ao longo do período fui percebendo que quase metade da turma não seria capaz de resolver o exercício, pois não possuem o mínimo domínio de habilidades como leitura e escrita e estou falando de adolescentes de 13 e 14 anos que estão na quinta série do ensino fundamental. Não é a primeira vez que vejo estudantes com tais dificuldades, porém dessa vez a situação foi outra, normalmente os alunos com mais dificuldades se negam a fazer as tarefas, uma forma de autodefesa, mas dessa vez eles estavam compenetrados na atividade e por mais que explicasse não fui capaz de fazê-los compreender o que estava sendo pedido. Uma sensação de desespero foi tomando conta de mim, foi então que percebi que não tenho competência para lidar com essas dificuldades, digo isso sem medo algum, nunca fui preparado para tal realidade, embora já soubesse de antemão o que me esperava na profissão. Acredito não ser o único profissional da educação em tal situação. Lidar com alunos em semelhante situação exige um preparo diferenciado, além de uma estrutura que não dispomos isso se não considerarmos o fato de que eles não foram avaliados de maneira adequada em séries anteriores. Mas a quem recorrer? Onde buscar auxílio? A resposta é pior que o problema. Não existe a quem recorrer, trocar de profissão seria uma saída, aceitar essa realidade e fingir que não é problema meu é outra opção... Nenhuma delas serve para mim, o que me resta é seguir os passos de outros professores que passam a vida procurando uma forma de fazer um bom trabalho buscando satisfação no próprio esforço... Será este o caminho?Fica a reflexão!
domingo, 17 de julho de 2011
UM GRANDE MOMENTO... A tão esperada formação durante o recesso escolar
A formação continuada é de suma importância para os profissionais da área da educação. Estar sempre por dentro das novas “tendências” e teorias pedagógicas, que, diga-se de passagem, são muitas. Vemos todos os anos surgirem muitas teorias que ensinam aos professores como “ensinar” com mais eficácia, a entender os alunos e todo o blá blá blá habitual de quem não exerce de forma ativa, a função docente.
Entra governo e sai governo, porém, as políticas se mantêm com as estruturas habituais, ou seja, os docentes terão a oportunidade de passar por um breve período de formação profissional durante o recesso escolar que ocorre durante alguns dias no mês de julho. As reclamações sobre tais formações são constantes entre os membros do magistério, pois normalmente, estes são submetidos a trabalhos improdutivos que fogem à realidade escolar, apresentam metas que, devido às atuais condições de trabalho, são impossíveis de serem alcançadas, ou seja, os administradores da educação fingem que proporcionam cursos de formação de qualidade e os professores fingem que obtém informações importantes, apenas perda de tempo para os dois lados. É verdade que muitos nem poderiam ser chamados de educadores, pois não dão a mínima para o trabalho que realizam, mas também é verdade que a atual conjuntura se constitui em uma forte barreira para que cada profissional se motive e se prepare cada vez mais. Este período poderia ter um aproveitamento razoável se fosse planejado com competência, mas é tratado com completo descaso, e perpetua-se a cada ano como mais um período de tortura psicológica e intelectual para os participantes gerando desânimo para encarar o restante do ano letivo. Será mesmo uma tarefa tão difícil proporcionar um momento proveitoso de formação pedagógica? Por enquanto, ao que parece, criar tal momento não é visto como pertinente pelas autoridades responsáveis, dando continuidade a mais um capítulo triste da educação do país...
Entra governo e sai governo, porém, as políticas se mantêm com as estruturas habituais, ou seja, os docentes terão a oportunidade de passar por um breve período de formação profissional durante o recesso escolar que ocorre durante alguns dias no mês de julho. As reclamações sobre tais formações são constantes entre os membros do magistério, pois normalmente, estes são submetidos a trabalhos improdutivos que fogem à realidade escolar, apresentam metas que, devido às atuais condições de trabalho, são impossíveis de serem alcançadas, ou seja, os administradores da educação fingem que proporcionam cursos de formação de qualidade e os professores fingem que obtém informações importantes, apenas perda de tempo para os dois lados. É verdade que muitos nem poderiam ser chamados de educadores, pois não dão a mínima para o trabalho que realizam, mas também é verdade que a atual conjuntura se constitui em uma forte barreira para que cada profissional se motive e se prepare cada vez mais. Este período poderia ter um aproveitamento razoável se fosse planejado com competência, mas é tratado com completo descaso, e perpetua-se a cada ano como mais um período de tortura psicológica e intelectual para os participantes gerando desânimo para encarar o restante do ano letivo. Será mesmo uma tarefa tão difícil proporcionar um momento proveitoso de formação pedagógica? Por enquanto, ao que parece, criar tal momento não é visto como pertinente pelas autoridades responsáveis, dando continuidade a mais um capítulo triste da educação do país...
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